Dia feliz...
Poesias
Tenha um otimo dia...
domingo, 24 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
mentira
Ai quem me dera uma feliz mentira
que fosse uma verdade para mim!
Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!
Florbela Espanca
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Ao vento
| Vento que passas Nos pinheirais Quantas desgraças Lembram teus ais. Quanta tristeza, Sem o perdão De chorar pesa No coração. E ó vento vago Das solidões Traze um afago Aos corações. À dor que ignoras Presta os teus ais, Vento que choras Nos pinheirais. | Sopra o vento, sopra o vento, Sopra alto o vento lá fora; Mas também meu pensamento Tem um vento que o devora. Há uma íntima intenção Que tumultua em meu ser E faz do meu coração O que um vento quer varrer; Não sei se há ramos deitados Abaixo no temporal, Se pés do chão levantados Num sopro onde tudo é igual. Dos ramos que ali caíram Sei só que há mágoas e dores Destinadas a não ser Mais que um desfolhar de flores. |
sábado, 26 de março de 2011
Quando eu fecho os olhos para dormir,
É como se acabasse de pedir para sonhar com você.
Se as paredes respondessem,
Se as canções tivessem vontades próprias,
O meu prazer séria composto.
Quanto mais penso estar próximo ao sol,
Mas perto da lua me encontro.
Os raios do sol me tocam,
E me fazem refletir em formas de como chegar até ele.
Faço planos surpreendentes,
Faço mapas para que meu coração não erre a direção.
Quando acho que estou no caminho certo,
Tenho que começar tudo de novo.
Minhas palavras parecem já não terem mais sentido.
Quando tento expressar o amor incondicional que estou a sentir.
Como as estrelas que já não existem, mais ainda brilham.
Como as poesias em que o autor já faleceu,
Mas ainda toca o coração de quem as lêem.
Por mais completa que seja uma promessa,
Nem uma é mais forte que a promessa de um dia te encontrar.
Meu Amor...
É como se acabasse de pedir para sonhar com você.
Se as paredes respondessem,
Se as canções tivessem vontades próprias,
O meu prazer séria composto.
Quanto mais penso estar próximo ao sol,
Mas perto da lua me encontro.
Os raios do sol me tocam,
E me fazem refletir em formas de como chegar até ele.
Faço planos surpreendentes,
Faço mapas para que meu coração não erre a direção.
Quando acho que estou no caminho certo,
Tenho que começar tudo de novo.
Minhas palavras parecem já não terem mais sentido.
Quando tento expressar o amor incondicional que estou a sentir.
Como as estrelas que já não existem, mais ainda brilham.
Como as poesias em que o autor já faleceu,
Mas ainda toca o coração de quem as lêem.
Por mais completa que seja uma promessa,
Nem uma é mais forte que a promessa de um dia te encontrar.
Meu Amor...
domingo, 20 de março de 2011
Formatura
Aquele cedro enorme que se destaca na paisagem,
capaz de abrigar sob seus galhos uma grande multidão,
que acolhe nos seus ramos inumeráveis ninhos de pássaros,
já foi um minúsculo vegetal.
Quanto tempo levou para agigantar-se?
Ninguém se preocupou em marcá-lo!
Quantos litros d’água e quantos quilogramas de minerais consumiu para fortalecer-se?
Quem iria registrá-lo!
E agora aqui estás, maior do que aquele cedro,
porque és um ser humano.
Quem marcou teus dias de aula?
O peso do teu esforço, quem o registrou?
Tudo está marcado e registrado, Criatura da História!
Folhas não tens para transformar a luz solar em clorofila,
mas tens muito mais.
Tens a consciência dos teus atos.
Recolhe e guarda contigo a lição dos fatos.
Estás concluindo um capítulo da tua vida.
A História da Tua Vida está apenas começando.
Continua a produzi-la.
Que belas páginas escreveste até aqui!
O final feliz depende apenas de ti.
Paulo Monteiro
sexta-feira, 11 de março de 2011
Amigos, ainda…

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas
jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos
que tivemos, dos tantos risos e
momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da
angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim…
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades
continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem
sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas
tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até
este contacto se tornar
cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas
fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e……
isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi
tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último
adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar
mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para
continuar a viver a sua vida,
isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde
amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes
tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!
Fernando Pessoa
quinta-feira, 10 de março de 2011
Infância
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras.
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras.
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Carlos Drummond de Andrade
Assinar:
Comentários (Atom)
